De olho no futuro!


1. Coleta seletiva de resíduos sólidos em ambientes de difícil acesso


Obstáculos a serem enfrentados:

· Acessibilidade

· Espaço físico para instalações

· Engajamento da população

· Custo operacional

· Logística


Como o resíduo oriundo de coleta seletiva tem, normalmente, mais VOLUME do que PESO, o uso de drone de carga para a logística do material coletado seria bastante viável em comunidades de difícil acesso.

Já temos disponível no mercado drones de carga capaz de carregar objetos com até 230 kg. A BOEING desenvolveu dispositivo eVTOL CAV, (Electric Vertical-Takeoff-and-Landing Cargo Air Vehicle), Veículo Aéreo de Carga de Pouso e Decolagem Vertical Elétrico sem Tripulante.

Segundo a Boeing, esse protótipo é o precursor das aeronaves não tripuladas do futuro.


Outro exemplo é o modelo desenvolvido pela empresa alemã Volocopter, capaz de transportar cargas de até 200 kg. O VoloDrone poderá ser controlado remotamente ou seguir uma rota pré-planejada em modo autônomo. Além disso, ele tem uma autonomia de até 40 km e pode atingir uma velocidade de 110 km/h. O carregamento é feito por meio da troca de bateria, que leva no máximo cinco minutos.


Desta forma viabilizaríamos a transferência dos resíduos coletados em locais de difícil acesso para PEV’s (pontos de entrega voluntária) localizados em áreas de melhor acesso dentro da comunidade, ou cooperativas de trabalhadores que utilizassem o material como matéria prima.


Os PEV’s também poderiam ser usados como ponto para segregação de material, para formação de mão de obra relacionadas a cadeia de resíduos, para educação ambiental, etc..


Outras vantagens:

· Não usa combustível fóssil

· Não emite gases de efeito estufa

· Fácil manuseio

· Custo operacional baixo

· Fácil “prototipação” e “modelagem” do projeto

· Fácil apelo para engajamento da comunidade


Com essa proposta temos a oportunidade de revolucionar a coleta de resíduos em comunidades.


2. Fotocatálise heterogênea com TiO2 aplicada ao tratamento de esgoto sanitário


Aplicação da fotocatálise heterogênea utilizando dióxido de titânio imobilizado, irradiado por luz solar, para desinfecção de esgoto sanitário*.


*Uso de sistema similar ao que é usado para aquecimento de água com células fotovoltaicas.


Onde teríamos superfícies revestidas com TiO2 (dióxido de titânio) e reatores anaeróbio (fechados) de pequeno porte e uso de energia solar adequados à disponibilidade de espaço físico local, e também das contribuições domésticas.


O princípio dos Processos Oxidativos Avançados (POA) consiste na geração de radicais livres hidroxila (.OH), agentes altamente oxidantes, gerados em reações fotocatalisadas ou quimicamente catalisadas, capazes de mineralizar poluentes orgânicos a formas não tóxicas, como CO2 e H2O (Suri et al., 1993).


A grande vantagem dos POA é que durante o tratamento os poluentes são destruídos e não apenas transferidos de uma fase para outra como ocorre em alguns tratamentos convencionais. Isto os coloca como uma alternativa promissora para o tratamento de efluentes.


Dentre os POA destaca-se a fotocatálise heterogênea, processo que envolve reações redox induzidas pela radiação, na superfície, de semicondutores minerais (catalisadores) como, por exemplo, TiO2, CdS, ZnO, WO3, ZnS, BiO3 e Fe2O3. O dióxido de titânio (TiO2) é o catalisador mais comumente utilizado na fotocatálise heterogênea por reunir as seguintes características: não tóxico, baixo custo, insolubilidade em água, foto-estabilidade, estabilidade química em uma ampla faixa de pH e possibilidade de ativação pela luz solar, o que reduz os custos do processo (Nogueira, Alberici & Jardim, 1997).

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square